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Pesquisadores dos Estados Unidos acompanharam 125 grávidas para chegar a essa conclusão

Se você está esperando que seu filho nasça na 38º semana de gestação, vá com calma nas expectativas. A duração de uma gravidez pode variar naturalmente até 5 semanas de uma mulher para outra. Essa foi a conclusão de um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado este mês no jornal científico Human Reproduction, da Universidade de Oxford.

Geralmente, a data do parto é calculada 280 dias após o início da última menstruação. No entanto, apenas 4% das mulheres que participaram do estudo tiveram seus bebês dentro desse prazo.

Os pesquisadores norte-americanos usaram uma técnica que calcula com mais precisão o dia da fertilização – mediram os níveis de hormônio nas amostras de urina coletadas diariamente de cada uma das 125 gestantes.

Depois, foram coletadas informações sobre os partos.

Apesar de a média do tempo entre a ovulação e o nascimento ser de 38 semanas e dois dias entre as participantes, houve uma expressiva variação. “Mesmo depois de excluirmos 6 partos prematuros do estudo, descobrimos que a duração das gestações variou até 37 dias”, afirmou, em nota, Anne Marie Jukic, uma das cientistas envolvidas no estudo. "Estamos um pouco surpresos com esses resultados. Sabemos que a duração das gestações muda entre as mulheres, mas parte dessa variação sempre foi atribuída a erros no cálculo da idade gestacional.

Nosso método para medir foi muito preciso, e ainda assim tivemos uma variação de cinco semanas”, comentou.
Outra descoberta feita pela pesquisa foi a de que os embriões que demoraram mais para serem implantados (se fixarem no útero) também demoraram mais para nascer. As grávidas que tiveram um aumento nos níveis de progesterona mais tarde deram à luz antes das grávidas cujo aumento de progesterona foi verificado mais perto da fertilização. “Reações que ocorrem muito cedo na gravidez, semanas antes de a mulher perceber que está grávida, podem influenciar no nascimento da criança. O que acontece no início da gravidez pode ser um caminho para investigar o parto”, disse Anne Marie.

Os responsáveis pelo estudo alertam que ainda é muito cedo para fazer recomendações clínicas com base nesses resultados e que novas pesquisas são necessárias. “Acho que o melhor que podemos dizer é que a variação natural pode ser maior do que acreditávamos previamente e, se isso for confirmado, os médicos devem levá-la em consideração quando decidirem intervir na gravidez”, finalizou Anne Marie.

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