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O problema estético de posicionamento das orelhas pode ser resolvido com uma pequena cirurgia

Na escola, elas viraram motivo de piadas e bullying dos colegas. Em casa, o simples fato de ter que colocar o cabelo para trás acabava em choro. Ao se dar conta de que algo errado estava acontecendo, os pais de Melissa Melo, 7 anos, perceberam o que a deixava triste: o formato de sua orelha. A chamada orelha de abano é um problema que afeta em torno de 2 a 5% da população mundial, um índice considerado pequeno, mas que afeta muito a qualidade de vida de quem sofre com isso.

A alteração é caracterizada por um problema na estrutura da cartilagem da orelha que, em vez de ser posicionada rente ao couro cabeludo, fica afastada. A orelha de abano tem origem genética, mas sua única consequência é o prejuízo estético. Ela se torna mais aparente com o desenvolvimento da criança, especialmente em meninos, que usam o cabelo mais curto.

Quando as mães notam a orelha de abano no filho, podem lançar mão de alguns métodos para disfarçá-la e até para corrigir a proeminência, como colocar uma faixa sobre as orelhas. O pediatra Victor Nudelman, do Hospital Albert Eisntein (SP), recomenda o uso da faixa durante a amamentação, por exemplo, quando a mãe, por acidente, pode dobrar a orelha do bebê e não perceber.

A cirurgia para corrigir a orelha de abano é chamada otoplastia e deve ser feita a partir dos 5 anos, quando a orelha da criança já chegou ao seu tamanho definitivo. Além disso, é menos dolorosa se realizada na infância. “O pós-operatório se torna mais incômodo quando a cirurgia é adiada para a fase adulta, já que a cartilagem se torna mais rígida com o passar do tempo”, explica o cirurgião plástico Pablo Rassi Florêncio, de Goiânia (MT).

Se os pais optarem pela operação, a criança demora, em média, um mês para se recuperar. “Nas primeiras semanas, o pequeno paciente permanece com uma faixa na orelha, que envolve toda a cabeça, para proteção. Na semana seguinte, a faixa fica restrita ao período de sono, para garantir que não ocorra nenhum trauma capaz de interferir na recuperação dos pontos”, conta Pablo.

Porém, antes de decidir pela cirurgia, é preciso conversar com a criança. Um dos motivos pelo qual os cirurgiões preferem esperar que o paciente cresça um pouco é para que possa, junto com os pais, tomar essa decisão. “Em geral, a razão pela qual algumas pessoas não se submeteram ao procedimento quando pequenas é porque não se incomodavam com a aparência ou por falta de condição”, explica Pablo.

Projeto Orelhinha

Idealizado pelo cirurgião plástico Marcelo Assis, o projeto começou quando o médico percebeu a grande procura pela cirurgia de reestruturação da orelha. Como o procedimento é caro (custa, em média, 6 mil reais), o projeto arca com 70% do custo, a família precisa apenas pagar pelo material e pela acomodação hospitalar. A iniciativa visa acabar com o bullying nas escolas e no trabalho, por isso, a idade mínima para participar é 7 anos. O projeto está presente também em Campinas (SP), no Rio de Janeiro, e, no ano que vem, em Fortaleza. Para saber mais acesse o site oficial.

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